quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Laboratório de Tipografia Experimental

Já faz algum que a disciplina acabou e achei bem proveitosa de forma geral. Então, cá estou para mostrar algumas coisas que foi possível nesses meses de aula.
Adquiri bons hábitos, tal como fotografar a área de trabalho. Elas são sempre bonitas, ainda mais para aqueles fissurados por papelaria, e por uma singela bagunça colorida e divertida.
A disciplina abriu meus olhos para o mundo de possibilidades que a tipografia trás. Com certeza, não obtive resultados muito plásticos, no começo, mas percebi que é possível realizá-los.

Foi trabalhado as mais variadas formas de experimentação tipográfica, desde interferencias como a realizada em cima da Helvetica, a estruturas modulares e zig-zags.

Logo após o trabalho da Helvetica, o desafio foi o seguinte:

Procure por uma forma interessante que funcione bem como um módulo repetitivo para uma fonte “pixel”. Este módulo/forma pode ser qualquer coisa, bi ou tri dimensional, geométrico ou não. O importante é que seja uma forma/objeto que esteja disponível *em abundância*
Junte muitos exemplares do seu módulo e comece a desenvolver o seu alfabeto. Não se prenda, necessariamente, a uma estrutura ou grid geométrico. Julgue o posicionamento dos módulos “no olho”.
Depois que você tiver definido a “alma” do seu alfabeto, aplique sua fonte em um contexto analógico, físico, real.


5x3; 5x4, 4x3 e 3x3


Do Bold ao Itálico.


Aqui era só eu tentando fazer um ambigrama com meu nome. FAIL





Intervenção compartilhada com Andréa Miranda


Em um outro dia...
1. Utilizando um material longo e que exista em grande quantidade, produza letras apenas a partir de dobras. O material pode ser variado:
bobinas de papel de diferentes bitolas e tipos, folhas de metal fino, fitas cassete e/ou video cassete, cartão, cartolina, fita decorativa, de embalagem, fita de isolamento, adesiva, etc etc. O mais importante é que seja longo, e que seja dobrável. Teste e tente diferentes maneiras de criar letras com seu material. Crie um estilo único, inconfundível, marcante.



- arriscando um itálico
(Não entendi porque essa foto não quis ficar no sentido correto)

2. Uma vez que você tenha definido seu estilo específico de lettering, ataque o espaço público da Fafich, se valendo de suas habilidades ninja adquiridas no último exercício. Crie um lettering ZIGZAG em larga escala e confunda a mente dos transeuntes faficheiros. (Instruções by Ricardo Portilho)

Era para ser um "subindo"...

Esse ai deu para entender. Achei legal que alguém usou a fita para anotar números de ônibus.


No trabalho final, a proposta era bem aberta. Podería-se escolher entre criar um video, cartazes tipográfico sobre filmes ou criar uma fonte. Inspirada em Paula Scher, ou não, resolvi criar cartazes. A idéia era fazer ao menos três. Porém, descobri que não era tão rápido assim, fazer o que queria.


Você pode pensar: você usou vegetal e só copiou o desenho.
Sim, é isso mesmo. E é mais difícil do que parece! Agora, é muito legal fazer.
Fui preenchendo com as falas do filme, como se fossem elas que formassem o filme. Além disso, tinha escolhido filmes que ganharam Oscar de melhor roteiro! O.o Mas como só fiz de dois filmes...





Variações sobre o mesmo tema.

O segundo filme foi Juno.



Nesse. tentei fazer o preenchimento com tipografia digital.


E o último dia do Laboratório, apresentação dos trabalhos.



Espero que a disciplina seja ofertada novamente na Comunicação.
Minhas memórias de um Laboratório ficam por aqui. Quem quiser ver mais trabalhos tem o site da Andréa Miranda, destaque para a Helvetica Fries.

Nosfepatu

Stop motion desenvolvido na disciplina Cinema de Animação B - UFMG 2009/1 Roteiro, direção, Produção - Bruna Araújo, Lorena Galery e Renato Araújo.

Imagine se o patinho feio na verdade fosse um vampiro...