quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cartão de Natal

Nesse fim de ano, a maior demanda de criação que tive foi, sem dúvida, cartões de natal. A arte de desejar boas festas precisou ser destrinchada em muitas variações. Numa simples passagem pelas papelarias logo se vê a quantidade desses papelzinhos cheios de brilhos, com ou sem musiquinha. Por mais simples que seja o cartão, quem não fica feliz por ter sido lembrado?
Fiquei muito curiosa a respeito desse ritual de enviar cartões e fiz uma pequena pesquisa. Pulando um pouco a parte das controvérsias sobre a história do Natal, e apesar de que a maioria das fontes que pesquisei dizerem que o primeiro cartão foi feito por Henry Cole, eu discordei um pouco. Ele não foi exatamente o primeiro. Até porque, Sir Henry enviou seu cartão em 1843 - um pouco tarde...
No Império Romano, antes ainda do nascimento de Jesus, já havia o hábito de enviar congratulações pelo Ano Novo gravada em tabletes de argila. Esse costuma permaneceu ao longo dos séculos. Então por que Henry Cole é considerado o "inventor" do cartão? Simples. Ele inventou a massificação do cartão, o cartão comercial. O fundador do Victoria and Albert Museum of London andava sem tempo para escrever à mão todos seus cartões de fim de ano. Além disso, ele queria lembrar seus amigos e conhecidos da necessidade de ajudar os necessitados. Assim, solicitou ao artista plástico John Callicot Housley que pintasse um cartão com, além de pessoas confraternizando, pessoas oferendo comida e vestimenta.






Detalhe para a criança se esbaldando no vinho.

O cartão foi impresso em preto e  branco e colorido à mão. Foram produzidos cerca de 1000 unidades para o "King Cole" e sendo a sobra vendida.