quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cartão de Natal

Nesse fim de ano, a maior demanda de criação que tive foi, sem dúvida, cartões de natal. A arte de desejar boas festas precisou ser destrinchada em muitas variações. Numa simples passagem pelas papelarias logo se vê a quantidade desses papelzinhos cheios de brilhos, com ou sem musiquinha. Por mais simples que seja o cartão, quem não fica feliz por ter sido lembrado?
Fiquei muito curiosa a respeito desse ritual de enviar cartões e fiz uma pequena pesquisa. Pulando um pouco a parte das controvérsias sobre a história do Natal, e apesar de que a maioria das fontes que pesquisei dizerem que o primeiro cartão foi feito por Henry Cole, eu discordei um pouco. Ele não foi exatamente o primeiro. Até porque, Sir Henry enviou seu cartão em 1843 - um pouco tarde...
No Império Romano, antes ainda do nascimento de Jesus, já havia o hábito de enviar congratulações pelo Ano Novo gravada em tabletes de argila. Esse costuma permaneceu ao longo dos séculos. Então por que Henry Cole é considerado o "inventor" do cartão? Simples. Ele inventou a massificação do cartão, o cartão comercial. O fundador do Victoria and Albert Museum of London andava sem tempo para escrever à mão todos seus cartões de fim de ano. Além disso, ele queria lembrar seus amigos e conhecidos da necessidade de ajudar os necessitados. Assim, solicitou ao artista plástico John Callicot Housley que pintasse um cartão com, além de pessoas confraternizando, pessoas oferendo comida e vestimenta.






Detalhe para a criança se esbaldando no vinho.

O cartão foi impresso em preto e  branco e colorido à mão. Foram produzidos cerca de 1000 unidades para o "King Cole" e sendo a sobra vendida.



O cartão de Natal, em seguida, entrou em hibernação até 1862, quando a gráfica  Charles Goodall and Sons of London veio com cartões de design minimalista que consistiam na expressão "Feliz Natal".

1910, kids looking at Christmas cards
Source: New York Times Archive via wikipedia



Gradativamente elementos como ramos, trenós, presépios foram preenchendo os cartões. A maioria era elaborada, decorada com, franja de seda e cetim. Alguns tinham dobras e os outros, muito cotados, tinham formas de sinos, pássaros, velas e até mesmo pudins de ameixa.
Os cartões foram produzidos por 30 anos desde sua criação somente na Inglaterra. Até que em 1875, Louis Prang, um imigrante alemão, criou sua litografia nos EUA e publicou a primeira linha de cartões nas Américas. Em 1881, Prang já produzia mais de cinco milhões de cartões de Natal a cada ano.

Anúncio dos cartões de dia dos namorados - Prang (1883).

Cartão de Natal - Prang.

Desde então, foram inúmeros e variadas temáticas e muitos cartões enviados pelos correios. Atualmente, o número de cartões impressos tem caído drasticamente em favor da virtualização. 
Interessante quando os cartões se inserem dentro de contextos históricos como a Primeira Guerra Mundial.


Cartões da primeira guerra mundial.

Cartão enviado às tropas americanas que estavam na França, 1944. 

Santa contra o eixo do mal (Hitler, Mussolini e Tojo) foi estampado no cartão de Natal das meias Interwoven

A maioria dos cartões que produzi foram realmente virtuais, alguns até eram para ser impressos mas não foram. Depois de toda essa história, os cartões por ordem de feitura (os dois primeiros são animados):








ok, isso não é exatamente um cartão.









Eu tinha planos de fazer um cartão meu, super especial, mas acabou que o tempo se foi e eu não fiz. Ano que vem que me aguarde.


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