segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Remix e a decodificação no design


A imagem é um signo complexo constituído através de um discurso visual que “captura” e conforma um significado (HALL, 2003). O designer enquanto produtor de imagens constrói uma mensagem. Esse processo, não sendo isento de seu aspecto discursivo, constitui-se dentro de um referencial de sentidos e idéias que são gerenciadas por esse profissional da melhor forma possível. Mas em que medida esse controle sobre a formulação de um código seja ela visual, auditivo ou sinestésico, realmente se dá?
Apesar dos processos metodológicos desenvolvidos no campo do desing, o processo de concepção de uma mensagem – aquela que está embutida na representatibilidade da marca de uma empresa, na escolha do papel a ser utilizada, na tipografia – e a discussão da codificação se dá muito além de referências e de uma concepção de códigos visuais pessoais. Essas discussões dizem sobre um vasto campo de estudos acadêmicos da comunicação. São vários os teóricos que passaram a sua vida a analisar de que forma a informação vem a ser comunicada e transmitida em sua totalidade, em seu ruído, em sua conformação inicial. Apesar de ter se iniciado a longos anos e se embrenhado pelas mais variadas formas de linguagem – fotografia, video, cinema, tv, jornal, revista – é uma discussão que está longe de ter um fim. Ao focar o problema sobre o prima do design, ganha-se uma ótica diferenciada a medida em que esse campo por vezes pretende aprisionar um discurso dentro de formas gráficas, enquanto na verdade, o discurso não está contido na forma em si.